Lojas aceitam até vale-refeição como pagamento

Lojas aceitam até vale-refeição como pagamento
Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Fonte: Jornal Brasil Econômico – 26/07/2012

Por: Regiane de Oliveira

Celulares e outros eletrônicos podem ser comprados na rede com cartões Visa Vale

Depois da extinção da venda fiado e do abandono do crediário como meio de pagamento, fugir da tríade dinheiro-cheque-cartão é algo bastante incomum para as grandes redes de varejo.

Pois a Lojas Americanas encontrou uma forma de inovar neste quesito.

Várias lojas da rede em São Paulo aceitam até o vale-refeição eletrônico para a compra de produtos não alimentícios. Celular, liquidificadores, ventiladores, lingeries, produtos cosméticos são só uma amostra do mix de produtos que os clientes podem comprar, sem nenhuma burocracia, utilizando os cartões subsidiados pelo governo da bandeira Visa Vale.

Uma forma ilegal de utilizar o Programa de Alimentação do Trabalhado (PAT), instituído pela Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976, com foco em melhorar as condições de vida de trabalhadores de baixa renda, isto é, aqueles que ganham até cinco salários mínimos.

A Lojas Americanas informou que “está apurando os casos apresentados para verificar se houve alguma falha operacional”. Porém, o que a empresa chama de falha operacional, é considerado internamente um procedimento padrão das lojas cadastradas pela Alelo, administradora da Visa Vale, para aceitar os cartões.

O BRASIL ECONÔMICO visitou uma tradicional unidade da Lojas Americanas na Rua Direita, no Centro de São Paulo, e conversou com os vendedores sobre omeio de pagamento. E, assim como em outras quatro lojas consultadas na cidade, a venda de produtos com vale refeição é praxe. Os funcionários informam, inclusive, que esse tipo de cartão só não vale para recarga de celular.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), não há estatísticas de fraude do programa.

A única punição para a empresa que utiliza de forma incorreta o benefício é o descredenciamento, que deve ser feito pela prestadora de serviços de alimentação registrada no PAT.

A Alelo informou que segue rigorosamente as regras estabelecidas pelo PAT e que, em face da denúncia, avaliará o caso e tomará as medidas cabíveis.

Para o especialista em varejo Silvio Laban, professor do Insper, a Lojas Americanas vive um momento de crise de identidade, desde que comprou a Blockbuster, o que explicaria as irregularidades nos processos. “A empresa tem que equilibrar a concorrência entre as lojas físicas e as lojas virtuais, da B2W. A ideia inicial era que o varejo on-line tivesse foco no público de renda mais alta, mas o perfil deste público mudou”, diz. “Aceitar um cartão refeição como pagamento para produtos é uma tentativa de popularizar demais o negócio”.

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