Pequena empresa sofre com "apagão" de mão de obra

Com o aquecimento da economia, a escassez de mão de obra se tornou um problema para empresas de todos os portes. Mas se para as grandes companhias já está difícil encontrar profissionais qualificados no mercado - 76% delas têm vagas abertas que não conseguem ser preenchidas, mostra pesquisa da Fundação Dom Cabral -, para as pequenas a situação é ainda mais crítica.

Primeiro, porque elas oferecem salários de 15% a 20% menores que o das grandes. Além disso, se concentram nos setores de comércio e serviços, que dependem mais de mão de obra do que do maquinário para operar. Para crescer, portanto, precisam contratar mais gente. Prova disso é que, entre janeiro e abril, as pequenas empresas criaram cerca de 252 mil vagas no Estado de São Paulo - o correspondente a 67% do total de postos abertos no período, calcula o Sebrae.

Mas, mesmo em desvantagem frente aos concorrentes de maior porte, os pequenos podem adotar estratégias que os ajudem a não apenas atrair, mas também reter, talentos na empresa. O primeiro passo é reconhecer suas limitações. "Não adianta querer brigar com as grandes empresas na questão de salários e benefícios. Os pequenos negócios não têm estrutura para manter essa política ao longo do tempo", ensina Álvaro Armont, professor de empreendedorismo do Insper.

No começo, até seria viável pagar mais para um determinado grupo de funcionários, afim de trazê-los para a empresa, ou mantê-los. Mas quando as vendas oscilassem, logo a estratégia se mostraria problemática. Por isso, uma boa alternativa para os pequenos negócios é oferecer remunerações variáveis aos profissionais - ou seja, o trabalhador receberia o pagamento de acordo com seu desempenho.

Mas ainda que opte por oferecer remuneração variável, o dono da pequena empresa deve ter consciência de que isso pode não ser suficiente para se igualar ou ganhar das grandes na disputa salarial. "Por isso, as pequenas empresas devem se apegar ao que elas têm de melhor, ao seu diferencial frente às grandes: o ambiente empreendedor", diz Armont.

Para a consultora de carreira Adriana Gomes, trabalhar em um ambiente em que as pessoas são incentivadas a dar sugestões, a contribuir com ideias e a participar das decisões pode ser muito motivador e fazer a diferença na hora de um profissional escolher entre uma empresa e outra. "As pessoas se sentem valorizadas quando são ouvidas", reforça.

Isso pode ser ainda mais verdadeiro dependendo da idade e da situação profissional. "Há muitos profissionais que hoje têm entre 40 e 65 anos, atingiram cargos de gerência, mas têm poucas perspectivas de ocupar posições mais altas em grandes corporações", avalia Fernando Montero, diretor da consultoria Human Brasil. "Para eles, a pequena empresa pode representar um novo desafio."

Porém, segundo os consultores, nada funciona mais do que oferecer um plano de carreira aos funcionários ou formar os talentos dentro de casa. É exatamente o que faz o hotel San Raphael, localizado no centro de São Paulo. Em um setor em que a rotatividade é enorme, a empresa se orgulha de dizer que o tempo médio de casa de seus funcionários é de 15 anos.

"A pessoa entra aqui para ocupar funções iniciais e, de acordo com seu perfil, vamos estudando o caminho que ela pode trilhar", conta a diretora de recursos humanos Josefa Vieira, que há 31 anos trabalha na empresa. Ela não está sozinha nessa situação: o gerente do hotel, Erivam Dantas, está na casa faz 32 anos.

"Investimos no profissional, pagando cursos e mostrando que ele vai ter chance de crescer na empresa. Cultivamos também bom ambiente de trabalho, tratando os funcionários tão bem quanto os hóspedes. Assim, todo mundo pensa duas vezes antes de ir embora, e não vai", conclui Josefa.

Fonte:
Jornal da Tarde
Notícia de 07/06/2010

Share/Save
Tags:
Associações e certificações


Amba -Association of MBAs
ANAMBA
 
UNICON
EMBA Council
EFMD
O Executivo MBA Council fortalece as obrigações entre programas de MBA pelo mundo em tratar com responsabilidade e alta qualidade os assuntos sobre gestão, negócios e liderança. Também contribui para o avanço da educação executiva pelo mundo. No Brasil, são apenas sete membros, entre eles, o Insper.
A Associação Nacional de MBA – Anamba existe há cinco anos e tem como missão “Contribuir para a excelência dos cursos de MBA no Brasil”. Seus padrões de qualidade são pautados em critérios internacionalmente reconhecidos e adequados ao contexto brasileiro. A Anamba conta com apenas sete escolas associadas em todo o Brasil, sendo o Insper, uma delas. O Insper também está entre as cinco escolas membro fundadoras da Anamba.
A European Foundation for Management Development está presente em 82 países e promove fóruns de discussões, pesquisas, networking sobre a prática e o desenvolvimento da gestão. Tem mais de 35 anos de experiência na coordenação de projetos e atividades que promovem o diálogo em torno de organizações e instituições de ensino. No Brasil, são somente seis membros no segmento de ensino, entre eles, o Insper.
O International University Consortium for Executive Education foi fundado em 1972 e é uma associação de programas executivos de educação. O Prof. Luca Borroni-Biancastelli, Diretor Acadêmico de Educação Executiva do Insper é um dos membros da gestão 2010-2011. No Brasil, são membros apenas três instituições, dentre elas, o Insper.
A Association of MBAs é a associação certificadora européia que credencia programas de MBA. Criada em 1967, seus padrões de acreditação são globais para todos os MBAs certificados. O Insper tem seus programas de MBA Executivo certificados entre 167 programas de 72 diferentes países. No Brasil, são apenas cinco instituições certificadas e o Insper é uma delas.
Acessibilidade
Mapa do Site
Insper na web
LinkedIn
Twitter
Flickr
Youtube
Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

Rua Quatá, 300 - Vila Olímpia
CEP: 04546-042
Tel: (11) 4504-2400
Todos os direitos reservados
contato@insper.edu.br